quinta-feira, 5 de agosto de 2010

último romance (ou última poesia [ou último amor])

um desejo

cantar
cantar um último romance
bem baixinho
no ouvido de alguém

enquanto o medo do mundo
for o alimento
a vitamina

correr na rua
amar
sentir a chuva

mas é tudo medo
por que sair de casa
já é muito se aventurar

7 nós:

[ rod ] ® disse...

O último sempre reverbera! A luta, mesmo solitária, deixa as marcas do amor que foi. Abs meu caro.

Marcel disse...

Medo é uma coisa que eu sinto, mas que não entendo. Acho que isso é bom, diria até que tenho certeza, mas confesso que às vezes me canso desse discurso de "não é pra entender", de sentir todas as coisas às cegas, de estar entregue ao deus-dará dos sentimentos. E isso é medo de novo, medo que eu sinto do que eu posso vir a sentir, medo da dor.

Tenho ainda mais medo de deixar de sentir alguma coisa por medo. Por isso eu respiro fundo, molho a cabeça e fico feliz por entender tão pouco dessas coisas, torcendo pra sentir o quanto eu puder enquanto eu posso. E tudo é tão intenso que eu chego a gostar de sentir dor, mas gostar do medo da dor é sempre mais difícil. Eu tento.

Enfim... já nem sei mais do que eu tô falando. Malz aê.

coffee-break disse...

Concordo plenamente... mas apesar de tudo ser medo, o que importa no final é ter se aventurado.

Adorei suas poesias e o plano de fundo do blog :)

Um último romance a todos nós (ou pelo menos aos merecedores)

Abs!

Rafael disse...

Gostei, não sei bem o que dizer, haha
Abraço

FOXX disse...

canta pra mim?
canta vai?
por favor?

Dezwith Barros disse...

Pra quem tem medo do mundo, cantar no ouvido de alguém, correr e sentir a/na chuva, já é bem mais se aventurar do que apenas sair de casa.

Pelo pouco que te conheço poeta, acho que teu medo maior não é o de sair, mas o de ficar em casa.

Bela poesia Hermano!!!!!!

Arsênico disse...

Sem explicações ou comentários à altura! Perplexo!

;D