quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

andar esperando o chão mudar embaixo de seus pés
sabendo que a cidade mente várias coisas às suas costas
que cada esquina muda toda vez que você passa

que nada
        nada
é o mesmo dois dias seguidos

não se pode ser eterno numa cidade efêmera
até a rotina é tão metamorfótica quanto o vento
       só não existem olhos para perceber isso